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UNIVERSIDADE SAVE - Qualidade e Excelência

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Universidade Save Participa Da Conferência Internacional Sobre Cooperação Entre Instituições De Ensino Superior

UNIVERSIDADE SAVE PARTICIPA DA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE COOPERAÇÃO ENTRE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

 

Realizou-se, no presente mês de Setembro, em Maputo, a Conferência Internacional sobre Cooperação entre Instituições  de Ensino Superior, organizada pela Universidade Aberta ISCED (UnISCED), na qual estiveram presentes diferentes entidades de nível nacional e internacional- Vice-Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Doutor Edson Macuacua, Directora do Fundo Nacional de Investigação (FNI), Profa. Doutora Vitória Vitória Langa de Jesus, Secretário Executivo da Associação das Universidades Africanas (AAU), Prof. Doutor Okusola B. Oyewole, Presidente da African Council for Distance Education (ACDE), Prof. Doutora Goski Alabi, Presidente da Associação de Educação a Distância dos Países de Língua Portuguesa (EADPLP), Prof. Doutor Paulo Dias, reitores da Universidade Save, Prof. Doutor Manuel José de Morais,  Universidade Eduardo Mondlane, Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, Universidade Pedagógica de Maputo, Prof. Doutor Jorge Ferrão, Universidade A Politécnica, Prof. Doutor Narciso Matos e o anfitrião, o da Universidade Aberta ISCED (UnISCED), Prof. Doutor Martins dos Santos Vilanculos Laita. De fora do país estiveram o Reitor da Universidade de Cabo Verde, Prof. Doutor José Arlindo Barreto e a Reitora da Universidade Aberta de Lisboa (UAb), Profa. Doutora Carla Padrel de Oliveira. Esteve também a Assessora Especial da Reitoria da Universidade Federal Rural do Semi-árido do Brasil, Dra. Kátia Moura. As universidades aqui referidas contaram igualmente com vários painelistas e a Universidade Metodista Unida de Moçambique fez-se representar pelo pesquisador Mestre Fernando Muzime.

Neste evento, constituíram temas de debate os seguintes:

  • A situação actual de cooperação entre as IES, na CPLP e no continente africano: forças, oportunidades, fraquezas e ameaças;
  • Diferentes tipos/ formas de cooperação interuniversitária: as boas práticas das IES;
  • Possibilidades de financiamento de projectos das universidades na CPLP e no Continente africano;
  • Estratégias e mecanismos de fortalecimento da cooperação interuniversitária: mecanismos de mobilidade académica.

Ao Vice-Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Doutor Macuacua coube fazer a abertura do evento, tendo, nesse acto, salientado a relevância do mesmo para maior entrosamento entre as instituições de ensino superior, tanto nacionais, quanto internacionais, bem como para a potencialização da internacionalização.

Genericamente, a cooperação foi definida como o acto de juntar as mãos, criar alianças para realizar um trabalho em comum, sendo por isso indispensável para a sobrevivência e perenidade de qualquer instituição.

Ainda que se tenha reconhecido que a cooperação exista ao nível das instituições nacionais e internacionais, salientou-se o facto de a mesma não ser ainda efectiva, pois há muitos aspectos acordados que não saem do papel. Apontou-se ainda a necessidade de maior proximidade entre as IES para que os benefícios da cooperação sejam ainda mais eficazes e com resultados concretos e benéficos para os envolvidos nessa cooperação.

No debate, apontaram-se como principais desafios da cooperação os seguintes:

  • Falta de uma planificação estratégica;
  • Inexistência de um fundo para a cooperação e recursos financeiros limitados para iniciativas de cooperação;
  • Diferenças no currículo e nas normas de acreditação o que dificulta a transferência de créditos;
  • Infra-estrutura física e tecnológica insuficientes;
  • Barreiras burocráticas;
  • Falta de processos normalizados e de canais de comunicação entre as IES, o que dificulta a coordenação e a implementação de iniciativas de cooperação;
  • Falta de monitoria e avaliação das actividades de cooperação;
  • Disputa de protagonismo entre instituições, ao invés de busca colectiva por um bem comum.

Sobre as possibilidades de financiamento de projectos das universidades na CPLP e no Continente Africano, a Directora do Fundo Nacional de Investigação (FNI), Profa. Doutora Vitória, falou da Joint Research Centre (JRC), uma rede de financiamento criada em 2012 que tem como objectivo apoiar financeiramente as diversas agências ao nível mundial, apoiar no estabelecimento de laboratórios para cientistas de cada região ao nível mundial, partilhar experiências, bem como melhorar a comunicação nos diferentes continentes. Esta rede tem as suas acções divididas em América, Ásia-Pacífico, Europa, Médio Oriente, Norte de África e África Subsahariana, sendo que Moçambique integrou-se na mesma rede no ano de 2015, e de 2016 para cá têm divulgado várias chamadas para financiamentos através da sua unidade operacionalizadora- o FNI que, por seu turno concorre às mesmas no JRC. É neste sentido que o FNI incentiva a cooperação entre as IES, como forma de, conjuntamente, se beneficiarem desta oportunidade de financiamento.

Tendo em conta as várias temáticas abordadas e os diferentes problemas levantados, referiu-se como sendo crucial para potencializar a cooperação:

  • Revitalizar a visão e reforçar o vínculo entre os diferentes estados e instituições de ensino superior;
  • Fomentar redes de cooperação nacionais e internacionais;
  • Aliar-se às redes e ou organismos de cooperação já existentes, ao nível da região e do mundo;
  • Potencializar canais de comunicação entre as IES para melhor articulação e coordenação de actividades de cooperação;
  • Buscar conjuntamente por financiamentos (ao nível nacional, há que se visitar regularmente a página do FNI);
  • Garantir a existência de plataformas internas de financiamento à cooperação e à pesquisa;
  • Construir redes internacionais de pesquisa como alternativa para as barreiras burocráticas;
  • Engajar a academia para o efectivo impacto dos resultados de parceria (aprimoramento interno);
  • Apostar na mobilidade (interna e externa) e na internacionalização, ao nível mundial, da CPLP e das regiões circunvizinhas;
  • Fazer intercâmbio de recursos humanos de modo a racionalizar os recursos existentes e com valências diferentes;
  • Cooperar no desenvolvimento curricular (o que vai dinamizar a mobilidade interna e externa);
  • Apostar em infra-estrutura física e tecnológica;
  • Partilhar instalações;
  • Garantir uma logística para a cooperação (apoio a docentes, pesquisadores, corpo técnico administrativo, estudantes), bem como a assistência técnica;
  • Criar uma comunidade alargada de pesquisa;
  • Apostar na mobilidade virtual de modo a contornar as barreiras financeiras.

Apontaram-se alguns tipos de cooperação interuniversitárias que podem ser desenvolvidos:

  1. Investigação e desenvolvimento que se traduz em parcerias para projectos de investigação;
  2. Programas de mobilidade académica;

iii.        Projectos de impacto social;

  1. Redes e consórcios académicos.

Reforçando o poder da cooperação, Prof. Augusto Varela, do Brasil, recorreu às palavras de Paulo Freire: “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta, os homens se libertam em comum”.

 

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