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Graça Machel Discute, Na Unisave, A Educação Da Rapariga Em Moçambique Como Um Elemento De Desenvolvimento Das Comunidades

GRAÇA MACHEL DISCUTE, NA UNISAVE, A  EDUCAÇÃO DA RAPARIGA EM MOÇAMBIQUE COMO UM ELEMENTO DE  DESENVOLVIMENTO  DAS COMUNIDADES

 

A Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Dra. Graça Machel, proferiu na Terça –feira, 02 de Agosto, em Chongoene, uma palestra com o tema “A educação da rapariga em Moçambique como um elemento de desenvolvimento das comunidades”, evento no qual participaram estudantes, docentes, corpo técnico administrativo da UniSave, membros dos Governos Provincial e Distrital, alunos do ensino primário e secundário, professores e demais convidados.

 

Na sua nota de abertura, o Magnífico Reitor, Prof. Doutor Manuel José de Morais, referiu que a palestra reveste -se de capital importância e incide sobre um dos componentes da tríade Universitária-  Extensão,  através da qual conhecimentos, experiências, valores, princípios  são produzidos, disseminados e aplicados visando o desenvolvimento integral da sociedade.

 

De acordo com o Director da Faculdade de Educação e Psicologia, Prof. Doutor Guedes Mechisso, a quem coube fazer a contextualização, a escolha do tema enquadra-se numa das áreas de actuação da Faculdade que é a Educação e justifica-se pelo facto da rapariga ainda enfrentar grandes desafios para a sua escolarização nas nossas comunidades, sendo que a educação é primordial para o desenvolvimento das comunidades.

 

Na sua intervenção, Graça Machel defendeu como sendo basilar a garantia de equidade no acesso ao ensino, por forma a que raparigas e rapazes caminhem juntos numa aliança que leve o país a alcançar rapidamente a almejada equidade de género.

 

Destacou que para o país alcançar grandes progressos na equidade de género e justiça social deve promover a inclusão da mulher nos sectores mais altos da economia, através de estabelecimento de iniciativas  de inclusão, à semelhança do que sucede noutras áreas, como na política, em que a representação feminina é expressiva, tendo Moçambique atingido a paridade de género no Governo, o que prova inequivocamente que a Nação deu passos importantes na emancipação das mulheres, porém a nível económico elas continuam secundarizadas e subalternizadas, sem influência nas decisões de grande relevo.

 

Para Graça Machel, está na hora de se virar as atenções para a economia, da mesma maneira que se decidiu juntar todas as vontades nacionais, regionais e internacionais para onde se chegou na esfera política.

 

A presidente da FDC disse ainda que a sociedade em geral subestima o papel da mulher na economia e recordou a frase segundo a qual a mulher é o rosto da pobreza, tendo defendido uma mudança desta narrativa.

 

“Urge a necessidade de se criar estratégias e planos concretos para que as mulheres possam exercer em pleno seus direitos em todas esferas da vida, mormente civil, política e social”- asseverou.

 

Nessa perspectiva, Graça Machel desafiou a Universidade Save e a juventude UniSaveana a desmantelar a subalternização das mulheres e criar uma base igualitária na sociedade baseada em valores, como forma de respeito à dignidade humana.

 

No rol de comentários, os participantes enalteceram a aula de sapiência e apontaram a disseminação da mensagem e formação dos líderes políticos, religiosos, académicos e sociedade em geral, como basilares para uma educação da rapariga.

 

Das intervenções, destacaram-se também as  dos alunos da Escola Secundária de Chongoene que se mostraram preocupados sobre como difundir a mensagem de igualdade de género nos bairros e nas Escolas.

 

Ainda nas intervenções, mereceu também menção a que defendeu a necessidade de estabelecer uma conexão entre as raparigas das escolas primárias, secundárias e da Universidade, sendo estas últimas as mentoras.

 

Outra intervenção nesta perspectiva apontava para a necessidade de se criar uma plataforma digital na Universidade Save e nas escolas secundárias onde as raparigas possam denunciar assédios, pois esta é uma dura realidade que tem impacto negativo na formação das mesmas e precisa de ser combatida.

 

No rol das questões, buscou-se a compreensão dos limites desta liberdade da mulher, tendo Graça referido que não tem limites. Porém advertiu que não se confundisse a liberdade com libertinagem, pois a liberdade não se pode traduzir em acções e ou atitudes irresponsáveis, até porque, na sua defesa, a liberdade só o é quando  exercida com responsabilidade.

 

Como desafio para a UniSave, a palestrante referiu que, através da ciência,  era necessário  desmantelar a narrativa da subalterização e hierarquização da mulher que resulta na sua inferiorização.

 

No campo das possíveis soluções, Graça Machel propôs a criação de uma unidade de estudo de género na Universidade Save, estabelecimento de parcerias para questões de género, formação do corpo docente feminino para melhor lidar com questões de género e criação de uma cátedra sobre estudos de género.

 

No mesmo diapasão, aconselhou aos homens a usarem mais a capacidade argumentativa em caso de divergência de opinião, evitando a violência física e aproveitou para solicitar à  Universidade Save que faça a réplica desta palestra nas Faculdades, bem como nas Escolas Secundárias.

 

A terminar, Graça Machel assumiu que o debate é controverso e as sociedades interpretam a vida de acordo com as dinâmicas de poder, em todo caso, afirmou ser imprescindível que mulheres e homens caminhem para um activismo e consciência que torne as nossas sociedades iguais, justas e dignas.

 

De modo genérico, a palestra foi avaliada positivamente, tanto pelos presentes na sala, quanto pelos que acompanharam o evento virtualmente. Consideraram a temática bastante relevante e a abordagem interessante. Chachine, um dos internautas referiu que ” Educar uma mulher é assegurar uma plataforma sólida na construção de uma família consolidada e preparada para enfrentar e ultrapassar os desafios”.

 

GCC UNISAVE

 

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